Os primeiros sintomas são quase imperceptíveis e como a maioria das coisas da vida você finge que vê e segue. De repente, despenca a avalanche. Aí - perdoem o chulo - fodeu! O padrão d'outrora se definha, as portas se fecham na sua fuça, as noites diminuem e das 10 às 4 se faz uma via crucis.
Ainda assim, você se esforça pra manter padrão, implora carências e negociações, entope suas artérias pra imacular do seu fracasso aqueles que outrora você se responsabilizou, inútil varão!
Trabalha mais, produz menos, engorda ou míngua. Sono vira cochilo, relógio gera desespero, banco traumatiza e telefone dá taquicardia.
Você liga a TV – aberta pois o cabo há muito já era – pra desopilar e no intervalo comercial lhe remetem – chulo de novo! - à merda. Ou pinga a logo do smartfone indisponível da patroa, ou da sua credora instituição financeira. Quando putrefato, você descobre logo no enxuto café da manhã que um maldito nerd reinventou o videogame, num sistema completamente distinto daquele do Natal passado, que você mal acabou de pagar e anunciará – em vão – na internet.
É hora de cair na real ou as artérias farão você subir no telhado. Você, fracassado, faliu! Isso mesmo, fora os desafortunados que o cercam, aqueles que você ou conduzirá ou abandonará, somente os abastados que lhe confiaram dinheiro se importarão com você. Além destes, ninguém mais precisa de você.
Não, não se mate! Não desanime!
Agora você tem um espaço todinho seu. Você pode se expressar, anunciar, pedir ajuda, tocar o – chulo – foda-se, desabafar, desentupir suas artérias. Deu errado, passe aqui.
Afinal, pobre não tem divã mas pode ter blog. Sinta-se em casa e torça pra retornar aos tempos d'outrora, como eu.
Ainda assim, você se esforça pra manter padrão, implora carências e negociações, entope suas artérias pra imacular do seu fracasso aqueles que outrora você se responsabilizou, inútil varão!
Trabalha mais, produz menos, engorda ou míngua. Sono vira cochilo, relógio gera desespero, banco traumatiza e telefone dá taquicardia.
Você liga a TV – aberta pois o cabo há muito já era – pra desopilar e no intervalo comercial lhe remetem – chulo de novo! - à merda. Ou pinga a logo do smartfone indisponível da patroa, ou da sua credora instituição financeira. Quando putrefato, você descobre logo no enxuto café da manhã que um maldito nerd reinventou o videogame, num sistema completamente distinto daquele do Natal passado, que você mal acabou de pagar e anunciará – em vão – na internet.
É hora de cair na real ou as artérias farão você subir no telhado. Você, fracassado, faliu! Isso mesmo, fora os desafortunados que o cercam, aqueles que você ou conduzirá ou abandonará, somente os abastados que lhe confiaram dinheiro se importarão com você. Além destes, ninguém mais precisa de você.
Não, não se mate! Não desanime!
Agora você tem um espaço todinho seu. Você pode se expressar, anunciar, pedir ajuda, tocar o – chulo – foda-se, desabafar, desentupir suas artérias. Deu errado, passe aqui.
Afinal, pobre não tem divã mas pode ter blog. Sinta-se em casa e torça pra retornar aos tempos d'outrora, como eu.

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